17/10/1967 - PALÁCIO DOS CAMPOS ELÍSEOS
Quinze minutos de violento incêndio bastaram para destruir quase totalmente o Palácio dos Campos Elísios, na Avenida Rio Branco, então residência oficial do governador do Estado, Abreu Sodré.
O prédio estava passando por uma reforma havia nove meses e tinha acabado de ser pintado. A obra estava basicamente concluída, faltando apenas alguns retoques.
O fogo começou no telhado, por volta das 19h40. Todas as pessoas que estavam na casa foram retiradas sem ferimentos. O governador Sodré estava despachando no Palácio dos Bandeirantes.
A então primeira-dama, Maria Sodré, ficou responsável por salvar algumas obras de arte que decoravam o Palácio. Depois do incidente, houve algumas reformas para reconstrução de parte da construção destruída.
Elias Pacheco Chaves foi um dos homens que mais ostentou o luxo na cidade de São Paulo. Em 1903, o cafeicultor faleceu e deixou o então Palacete que levava seu nome com a viúva e os filhos, que residiram lá até 1911, ano em que foi vendido ao Estado. Assim que foi adquirido pelo Estado, a construção residência de Elias Chaves passou a ser chamado de Palácio dos Campos Elíseos.
A partir de 1912, o Palácio começou a servir de residência para as figuras políticas do mais alto escalão. O primeiro a morar no local foi o Presidente-Conselheiro Rodrigues Alves. Até o ano de 1924, no governo de Carlos de Campos, todos os governadores do Estado residiram no Palácio.
Na Revolução de 1924, os revolucionários ocuparam a residência do governo por cerca de vinte dias, o palácio sofreu inúmeros bombardeios, que se repetiram em 1932 na revolta contra o Estado Novo. Em 1930, a vitória do movimento desalojou o Júlio Prestes e Heitor Penteado, líderes do governo na época.
Passaram pelo Palácio dos Campos Elíseos nomes como Washington Luis, Jânio Quadros e Ademar de Barros. A residência dos líderes políticos foi cenário principal de vários movimentos e momentos que marcaram a história da comunidade paulistana.
Pesquisador: Sgt Eduardo Marques de Magalhães
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